Um ser naturalmente egoísta, na maioria das vezes.
Chato, reclamão e cheio de manias.
Um ser que anda perdido no seu ser, que não acha mais quem sempre foi e demora a decifrar quem está sendo. Se pergunta, com receio, quem um dia será.
Este ser, no momento, vive. Tem vontades e medos - muitos medos. Medo de andar para a frente, medo de não saber dar o próximo passo, medo do que desconhece - da humanidade das pessoas.
Tendo se entendido melhor com o inanimado do que com as pessoas em boa parte de sua vida, não sabe o que esperar dos outros. Tendo vivido escondido em sua caverna há anos, sente uma enorme insegurança sobre o que pensam dele. Bota a cabeça para fora da toca, arrisca uns pios, mas não consegue evitar agir com desconfiança toda vez que alguém pia de volta.
Tentando desmetaforizar um pouco, mesmo que isso me faça extremamente repetitivo, não sei interagir bem. Sei das pessoas que eu realmente gosto, sei tudo que eu faria por elas, mas não sei demonstrar que gosto delas, tampouco sei o que elas pensam de mim.
Só sei quem eu sou, e sei que não gosto de boa parte. Não gosto de ser cheio de manias (embora não saiba viver sem elas), não gosto de ser reclamão (mas o mundo me provoca a ser), não gosto de ser chato (mas os ítens anteriores não me deixam escapar), e não gosto de me sentir egoísta (e procuro não ser).
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