Meio morto, meio sem saco.
Cansei dessa máscara de moço feliz com o que quer que venha, revoltado-contido. Cansei de me sentir coadjuvante da minha própria trama. Na minha vida eu quero ser protagonista. Quero ser o mocinho e o bandido, ganhar a donzela e conquistar a platéia, cavalgar em direção ao pôr-do-sol e fazer a história acontecer.
Não quero ser o definido. Não quero ser o cara que faz as piadas, tampouco o que deixa de fazer. Não quero ser aquele que tem todas as respostas decoradas e que aprende somente a hora de soltá-las. Eu quero ser o improviso, quero inventar, quero tirar da cartola e convencer as criancinhas de que é possível. Quero ser descrito por interjeições.
Obscuramente, quero dar o troco, ligar o foda-se e protestar. Não silenciosamente, não consideradamente - quero reclamar, discutir, xingar e me fazer entendido.
Quero, finalmente, um pensamento com continuidade. Devaneios por devaneios, devaneios sempre serão. A auto-crítica-físico-química diz que preciso adicionar nexo à minha solução de palavras, para evitar a precipitação de frases desconexas. (como exemplo do que diz este último parágrafo, veja este último parágrafo)
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