terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Um dia, quem sabe

Uma rua urbana vazia, com prédios moderadamente altos e colados uns nos outros, por volta de cinco horas da tarde de um dia levemente encoberto. Não há pessoas ou carros passando, e você está no meio do asfalto, olhando para uma curva que a rua faz cerca de 250m à frente. De repente, esta curva é tomada por água em grande vazão vindo em sua direção, sendo canalizada pelos prédios que margeiam a rua. Você encara de frente a água.

Fim de tarde: um campo enorme, completamente gramado, possivelmente na Escócia ou centro da Inglaterra, com montanhas ao fundo e coberto por brumas intensas e onipresentes. Alguns quilômetros à frente há um precipício, encontrando o mar dezenas de metros abaixo. O vento ruge suavemente na folhagem das poucas árvores presentes na cena.

Um pedaço de orla, sem praia, onde o mar encontra as pedras. Em determinado ponto da orla, um píer salta do caminho perimetral à linha da costa e segue 20 metros mar adentro. É noite, a lua totalmente cheia está muito próxima ao zênite, livre de nuvens, e não há mais ninguém por perto. Você se deita no chão do píer, voltado para longe da fraca luz vinda das casas próximas, e observa o coelho desenhado na lua olhando para você.

São três situações que muito me agradam, pelo motivo que for, e que eu gostaria de viver (ou reviver, no caso da última).
A primeira, provavelmente, só em um filme - não é todo dia que você encontra uma cidade vazia prestes a ser subitamente vigorosamente inundada. Mas as outras duas eu considero bastante factíveis.

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