Não sei bem se era eu que estava ali parado, me olhando, na hora que eu desisti, mas acredito que era. Estava me encarando com a maior das caras de reprovação, mas eu, desistido, só tinha em meu semblante um ar de "não é culpa minha" e uma sensação de esgotamento. Esgotara, de fato, toda a minha perceverança tentando ser mais do que eu, e tentando fazer o que não era para mim.
O tom de reprovação na abordagem a mim mesmo era certamente justificável, dado o ponto de vista de um eu analisando a situação de fora. Mas o meu ponto fraco, e qualquer versão minha sabe disso, é desistir quando eu acho que não vai dar: não sou capaz de ir até o fim para comprovar que não daria. Portanto, quando me senti desacreditado, não vacilei em me recolher à minha concha e desisti de tentar. De dentro da situação, senti como se fosse a única ação lógica a se tomar. Vendo de fora, sabia que era a pior delas.
A reflexão, podem alegar, ajuda a me mostrar os dois lados da moeda. Mas não ajuda: eu continuo me sentindo imerso na situação, e meu ponto de vista não muda. O fato é que agora há mais uma pessoa me olhando e pensando que estou completamente errado, e eu não posso discutir com essa pessoa.
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