terça-feira, 1 de junho de 2010

O começo do dia

Ainda era muito cedo para estar ciente do que acontecera nas últimas horas, ou do que aconteceria nas próximas. Ele simplesmente estava muito ocupado fazendo uma das coisas que mais fizera ultimamente, e que lhe ocupava muito tempo - ele estava existindo.
Parecia que seu dia seria, novamente, insignificante. Não que o anterior tivesse sido, nem que não tivesse sido, mas parecia que seria. Não tinha nada programado, não tinha nenhuma perspectiva no horizonte, não tinha sequer ambições para o almoço - sua maior pretenção era continuar existindo por mais um pouco, e ver onde isso o levaria.
Deu, então, a hora de sair de casa. Não que tivesse alguma coisa para fazer, mas esperava que pudesse se encaixar nas aspirações programacionais de alguém.
E ele saiu.

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